Categoria: Web

#InternetJusta para os produtores de conteúdo

Imagem: Antoine Brauvillain

Imagem: Antoine Brauvillain

Vamos falar de Internet Justa?

Para quem ainda não sabe direito sobre isso, vamos contextualizar: Recentemente uma grande operadora de internet decidiu mudar sua forma de fornecer internet aos cliente. Da mesma forma que os pacotes de internet móvel, essa operadora quer vender seus pacotes de internet banda larga com franquia de consumo de dados. Isso significa que você terá um limite de uso da internet, e, segundo a própria operadora, quem consome menos pagará menos e quem consome mais pagará mais.

Porém, existem muitas letrinhas miúdas nessa proposta que muita gente não percebe, e que impacta diversos tipos de profissionais, incluindo nós, produtores de conteúdo, que dependemos arduamente da internet para o trabalho.

No nosso caso, a internet é utilizada para coleta de informações, compartilhamento de conteúdo e é o meio onde nossos leitores, inscritos e seguidores conseguem consumir o que produzimos. Ou seja, toda nossa cadeia produtiva é afetada diretamente por essa mudança.

Um exemplo são as pessoas que produzem vídeos para o YouTube. Eles terão problemas para compartilhar seu conteúdo e seus seguidores terão problemas em assistir. Já que a banda de internet será limitada, as pessoas pensarão duas vezes antes de assistir um vídeo em 1080p, ou 4k, e o produtor de conteúdo pensará duas vezes antes de fazer o upload de um vídeo da mesma qualidade.

Nesse mesmo caminho vão os fotógrafos, blogueiros, snapchaters e por aí vai, que utilizam mídias dos mais diversos tipos para oferecer um trabalho de alta qualidade. Ao invés de evoluir, muitos trabalhos terão que regredir para que o seu público possa conseguir ter acesso ao seu conteúdo. É um processo muito ruim para uma época onde a internet lidera a forma como as pessoas consomem conteúdo e informação.

Para ajudar você a entender mais sobre o assunto e como isso impacta o nosso trabalho, vou deixar aqui embaixo 2 conteúdos bem bacanas. Um é o vídeo do Leon e Nilce (do canal Cadê a chave?) onde eles falam sobre o que é essa mudança e porque devemos contestar tudo isso. E o outro é um texto do Jovem Nerd comentando sobre o impacto dessa decisão para os produtores de conteúdo.

E você? O que acha disso tudo? Conta aí nos comentários.

Clique aqui para ler o texto do Jovem Nerd.

Vídeo do canal Cadê a Chave?:

Comente

Eu Desafio Você

Todo dia a gente acorda, trabalha, estuda e vai vivendo sempre a mesma rotina. Às vezes saímos, relaxamos e na segunda-feira estamos de novo na correria. Mas e se nós parássemos para ver os pequenos detalhes ou pessoas que passam despercebidas? Se a gente tentasse experimentar algo novo, as vezes simples, mas que nunca pensamos em fazer?

É com essa ideia que Jeff Carvalho resolveu nos desafiar. O projeto Eu Desafio Você nasceu como um aplicativo e hoje está também presente no formato de cartões impressos, levando pequenas gentilezas e desafios que podem mudar seu dia.

Jeff é pernambucano e atualmente mora em João Pessoa. Técnico em T.I. pelo IFPE, hoje está no curso de Comunicação em Mídias Digitais da UFPB. Conversei um pouco com ele sobre o projeto.

Aplicativo do Eu Desafio Você

De onde nasceu o Eu Desafio Você?

O projeto inicial nasceu com o objetivo de tirar as pessoas de suas zonas de conforto. É muito fácil cairmos na armadilha de agir no automático, ignorando os pequenos detalhes e perdendo a sensibilidade com o mundo. O EDV nasceu com o propósito de justamente evitar essa automação, quebrando a rotina uma vez ou outra por meio de desafios simples.

Como funciona?

Basicamente tem duas formas de interagir com o Eu Desafio Você, a primeira é através do aplicativo, lá a experiência é mais pessoal, o app desafia você. A segunda forma é mais pública, você desafia outras pessoas através de cartões. Cada cartão tem um desafio e um código único, você cumpre o desafio, faz check-in no site usando esse código e depois desafia outra pessoa dando o cartão para ela. Ah! Também é possível rastreá-lo no site para saber por onde ele andou antes de chegar nas suas mãos.

Quem tanto está envolvido com o projeto?

Uma das coisas que mais gosto no EDV é essa pegada colaborativa que ele tem, depois que lancei os cartões para a interação offline ele deixou de ser algo centralizado e ganhou várias extensões em várias cidade. Vários amigos e parceiros estão ajudando na distribuição dos cartões pelo Brasil.

Cartão do Eu Desafio Você

E se eu quiser participar?

No site do projeto você pode solicitar um pack de cartões, daí envio para seu email um arquivo pdf para você imprimir na sua cidade e começar a distribuir também. Essa é a forma mais legal de participar do EDV, rende ótimas experiências.  

Que tipos de desafios eu vou encontrar?

Existem basicamente dois eixos: No aplicativo os desafios são mais aleatórios e tem o objetivo de mexer com sua rotina, por exemplo “Ir para o colégio/faculdade/trabalho com meias diferentes” ou “Usar o Bing na próxima pesquisa” (quem usa o Bing?), já nos cartões o objetivo principal é gerar pequenos atos de gentilezas como “Dar uma flor para alguém” ou “Elogiar genuinamente 5 pessoas”.

Como foi o processo criativo para fazer os desafios?

Para criar o desafio existem duas regras: 1. Não pode machucar ninguém (óbvio) e 2. Tem que gerar uma boa experiência. Depois de ter isso em mente comecei a pensar em pequenos atos que para muitos podem parecer banais, mas que possuem o poder de mudar o dia das outras pessoas. Outra coisa que tentei fazer foi deixar brechas interpretativas, os desafios não são contratos com mil cláusulas, quero que a pessoa se sinta à vontade para explorar as possibilidades.

Como funciona o cartão

Mas e você, quantos desafios já conseguiu completar?

Essa é uma ótima pergunta (risos). Eu tenho uma meta pessoal de cumprir todos os desafios que coloco nos cartões e no aplicativo. Não sei exatamente quantos eu já cumpri, mas com certeza já foi mais que a metade.

O que planeja para o futuro?

O Eu Desafio Você brincará mais com a cidade, além dos cartões haverão cartazes em pontos estratégicos (a primeira cidade será João Pessoa, mas há planos de expansão) com desafios específicos para aquele determinado local. Sempre que um novo cartaz estiver disponível vamos notificar no nosso Twitter, Facebook e Instagram além de colocar no mapa lá no site.

Suas considerações finais?

Quero agradecer o pessoal do MidiaDrops pela oportunidade de falar um pouquinho mais sobre esse meu novo projeto que estou muito feliz com a aceitação e o alcance que estamos tendo. E se quiser trocar uma ideia comigo sobre o EDV ou se ficou alguma dúvida no ar, podemos puxar a discussão tanto aqui nos comentários como lá no meu Twitter.

 

Agora é com você! Vai no site do EDV, solicite seus cartões e desafie seus amigos, parentes ou desconhecidos. Garanto que você vai ter ótimas histórias pra contar depois!

 

Comente

Sobre as coisas que ninguém me disse…

Sim, esse é mais um daqueles textos. Facilmente o título dele poderia ser “As coisas que eu gostaria que tivessem me dito quando comecei a trabalhar com desenvolvimento web” mas como vocês podem perceber, é um título muito grande.

Não, eu não me considero especialista na minha área (front-end). Mas eu comecei a um tempo e já andei alguns passos que quem começou agora ainda vai andar e que quem começou faz tempo já andou. Quem está iniciando vai saber onde tá pisando e quem já está estabelecido vai poder opinar/resmungar sobre o que eu vou falar – e ainda estender a mão dando mais dicas valiosas pros coleguinhas novatos.

Processed with VSCOcam with f2 preset

Se você está começando ou quer começar a desvendar o fantástico mundo do desenvolvimento para web, se prepare para uma longa jornada e lembre-se dessas dicas:

Não tenha vergonha de voltar ao básico

Por mais que não seja uma prática muito boa, no desenvolvimento front-end as vezes é necessário pular algumas etapas. Por isso, quando houver necessidade, não sinta vergonha de voltar ao básico. Afinal, você corre sérios riscos de precisar fazer uma tabela ou estilizar algo sem usar as maravilhas do CSS3 algum dia.

 

O mundo não gira em torno das tecnologias que você escolheu usar

Essa é uma verdade um pouco difícil de aceitar: você nem sempre vai trabalhar sozinho, escolhendo as tecnologias que acha melhor. O mercado pode exigir algo que você não usa e é legal que você esteja sempre disposto a aprender – é muito mais fácil acharem outra pessoa do que mudarem a estratégia de uma empresa inteira para que você possa trabalhar com o que bem entender.

Esse ponto reforça ainda mais o anterior. Sabendo bem o básico já existe uma certa vantagem na aprendizagem de algo novo. Levando para a prática, você não vai desenrolar bem nenhum pré processador (seja SASS, LESS ou Stylus) se não compreender CSS.

 

Controle o desespero

Muitos, muitos, mas muitos erros e bugs estão previstos na sua jornada. E é normal querer surtar em cada um deles. Mas você não precisa achar que vai morrer quando tiver que resolver um problema. Muito provavelmente alguém já passou pela mesma situação e o que você precisa é aprender a perguntar. Existem várias fontes seguras por aí e com a pergunta certa você achará a resposta que precisa numa simples busca no google (nunca esqueça que ele é um dos seus melhores amigos). Os melhores resultados costumam estar no StackOverflow, nas documentações oficiais ou no GitHub dos criadores (no caso de plugins e afins). Como não custa nada lembrar: pesquisas em inglês são mais fáceis em casos muito específicos.

 

Evite quebrar janelas

Depois que eu li esse texto sobre CSS escalável, nunca esqueci essa parte sobre “quebrar janelas”. É muito comum começar um projeto com um pensamento sobre ele e terminar com outro, mas isso pode prejudicar a pessoa mais importante do ciclo inteiro: o usuário. Deixar um erro passar durante o desenvolvimento vai abrir portas para mais erros e aí já era. Vai levar um tempo até acostumar, mas sempre evite quebrar as janelas. E quando não der, evite quebrar mais janelas do que o necessário.

 

Existe um mundo fora da sua estação de trabalho: explore

Por mais que muitas vocês pareça que a internet é tudo que você precisa, encare a realidade: ela não é. É mais do que indicado que você interaja com outros profissionais da área fora da internet e fora do seu ambiente de trabalho. Frequente quantos eventos puder (são ótimos pra reciclagem pessoal!), de diversas naturezas (meet ups, cursos, happy hour, workshops) e com diversos públicos. Participar ativamente da comunidade só vai te trazer benefícios ótimos como conhecimento e networking. Se você ainda não conhece nenhum grupo de desenvolvedores na sua região comece a procurar (ou a formar um!) o mais rápido possível.

Caso você seja de João Pessoa (ou região) indico que você conheça: Women Techmakers JP, Hora Extra JP, Jampa Ruby, PHP-PB e Paraíba.JS.

 

Você não precisa saber de tudo de uma vez só

Para começar a tentar um lugar ao sol, você não precisa saber de tudo. Dedique-se, pratique, leia e estude muito, que as oportunidades devem ir aparecendo conforme o seu esforço. Ser bom em uma tecnologia específica pode facilitar as coisas, mas nunca deixe de lado as outras opções, como já falei num tópico acima.

Trabalhar com desenvolvimento web é um desafio. Sempre existe uma coisa nova para você aprender. Quando já se sentir seguro em uma tecnologia, conheça e dedique-se a outra. Os conhecimentos sempre se somam. Na prática: se você já é muito bom em HTML5 e CSS3 que tal começar agora mesmo um curso de Javascript ou PHP?

 

A realidade do mercado é meio tosca

Chegamos na pior parte. Eu não sei se tenho tanto para dizer enquanto a isso, então eu recomendo a leitura desse artigo (em inglês). Se você não consegue ler em inglês ou achou ele muito grande (…) vou tentar resumi-lo.

Começando por essa imagem um pouco assustadora:

Ein?

Esses são alguns dos termos usados em vagas para front-end nos Estados Unidos. E essa ~diversidade~ já está começando a invadir o Brasil. Mas nem tudo é culpa das empresas. Existes diversas linguagens, assim como existem várias etapas do processo de desenvolvimento e você está em alguma delas. Pensando de forma prática: existem as pessoas que gostam da parte de arquitetura e protótipos, existem as que gostam de desenhar as interações, as que gostam de trabalhar com dados, as que gostam de montar as estruturas, as que gostam de enfeitar essas estruturas, as que gostam do lado do servidor e as que gostam de tudo.

Encontrar tanta variedade pode assustar e frustar muito- por isso o título desse tópico. Fica muito difícil para quem está começando e já tem certos conhecimentos, já não dá pra saber direito por onde começar. Essa pessoa acaba sobrecarregada sabendo de coisas que poderiam facilmente ser distribuídas para umas outras quatro pessoas.

It takes a team to create great products. (Will Little)

 

Concluindo

O que eu mais gostaria de ter ouvido de alguém quando comecei sem saber de nada (aos 15 anos) vou resumir em: siga a trilha (entre essas que citei e tantas outras) que faz seu coração bater mais rápido e dedique-se a ela. E essa é a mensagem final que eu queria deixar pra vocês.

Se você ainda está aqui e não quis desistir de ser desenvolvedor front end (huheueh) aqui vão mais alguns links que podem te ajudar (mais do que eu com esse textão até):

Cursos online: Codecademy, Udemy

Guias: Como se tornar um desenvolvedor front-end, Como se manter atualizado nas tecnologias front-end

Pra salvar nos favoritos: Codrops, CodePen, CSSAuthor, Awwwards

É isso! Estou sempre disponível pra trocar ideias. Se alguém precisar, manda um alô!

Até o próximo textão!

 

Comente

Quer ser Feliz? Pergunte-me como

Se a gente olhar no Facebook e redes sociais no geral todo mundo é feliz, alegre e sem problemas. Mas a gente sabe que não é bem assim. Todo mundo está em busca de se realizar de alguma forma, pensando nisso o Happify chegou para ajudar as pessoas a serem felizes.

happi

Segundo os criadores eles desenvolveram um “Framework da Felicidade” com fundamentação científica. Eles alegam que os estudos apontam que a felicidade aumenta a imunidade, melhora os relacionamentos, incrementa o sucesso profissional e todas essas coisas maravilhosas.

O app está disponível para IOS e você pode experimentar parte deste framework.

A ideia é complexa… Mas se te fizer bem já cumpriu o objetivo inicial.

Comente

Meça Seu Alcance Com Klout

klout-logo-color-dark

Imagem: klout.com

 

Já ouviu falar do Klout? É uma ferramenta que vem ganhando destaque no mundo social media: um medidor de alcance gratuito, simples e prático, que pode te ajudar bastante em garantir a qualidade do conteúdo das páginas que você gerencia.

É um sistema que funciona, basicamente, em medição de pontos de alcance. Você cadastra seus perfis das redes sociais e, dentro de 3 dias, o Klout te dá um retorno com a sua pontuação de alcance – seu social score -, passando a mostrar resultados em D-1 (num dia, o resultado do dia anterior), e até mesmo um infográfico dos últimos 90 dias, para você poder criar um planejamento de conteúdo envolvente. E não, não é lá tão fácil conseguir manter sua pontuação.  A título de exemplo, eu tinha um alcance de aproximadamente 63 pontos e, em função de um período relativamente curto em que tive de reduzir meu tempo nas redes sociais, já perdi 8 pontos, passando a recuperá-los aos poucos.

klout home

Infográfico dos últimos 90 dias, mostrando a maior e menor pontuação, bem como as redes em que você tem maior presença.

Nessa ferramenta, você pode cadastrar seus perfis pessoais, bem como os perfis de outras páginas administradas, seja no Twitter, Instagram ou Linkedin. No caso do Facebook, o Klout já identifica quais são as páginas administradas por você e fornece o mesmo tipo de serviço. Mas tenha atenção, pois você só pode cadastrar uma conta de cada rede social.

Já com seu cadastro criado, é hora de medir o alcance. O social score ideal é o mais alto possível. Segundo o próprio FAQ do Klout, qualquer coisa acima de 60 pontos já é algo muito bom, o que significa que seu conteúdo tem qualidade e envolvimento do seu público, seja nos seus perfils pessoais, seja nas suas páginas.

klout settings

Você pode alternar para a conta de uma página que você administra em “Switch to brand account”, no canto direito.

Além dessa função de grande utilidade, principalmente para quem não dispõe de verba para a manutenção de sistemas pagos para gestão de redes sociais, o Klout também conta com uma plataforma que funciona exatamente como  uma rede social de compartilhamento de conteúdo, te colocando em contato com outros usuários que são referência na rede, além de te fornecer conteúdos novos que servem como inspiração para o seu trabalho. Além de tudo, conta com  um calendário no qual você tem a possibilidade de criar e/ou agendar o conteúdo a ser postado em qualquer uma das redes sociais.

agendamento

O Klout também te fala quais são os melhores horários para você postar conteúdo em suas redes.

Além de tudo isso, ainda vem a parte divertida: você ganha Perks, que são uma espécie de recompensa pela qualidade do conteúdo que você produz. Esses Perks geralmente vêm em forma de vouchers de desconto em lojas – infelizmente, lojas gringas – o que vem a ser algo muito interessante. Dá pra importar umas coisinhas legais, não é mesmo?

Os Perks são, geralmente, vouchers de desconto para os usuários que criam conteúdos relevantes.

O Klout não é exatamente a mais poderosa das ferramentas de gestão de redes sociais,  afinal, ele não tem todo o  mecanismo sofisticado das ferramentas pagas, nem mesmo toda a funcionalidade delas, porém é uma das mais úteis, inclusive por ser gratuita, pois o social media que não tiver verba para arcar com a mensalidade dessas ferramentas pode usar o Klout para conseguir planejar  um conteúdo, ter maior presença e, consequentemente, maior envolvimento em suas redes administradas.

Cadastre-se em https://klout.com/home, increva-se no portal e nos siga nas redes sociais, pois logo logo volto com mais postagens sobre o Klout.

Comente