The Maine de Can’t Stop, Won’t Stop a American Candy

The-Maine-Band

Definitivamente essa banda está no topo de inspirações para os jobs da vida. Vou contar um pouco da história dos caras, bora?

O quinteto é formato por John O’Callaghan, Kennedy Brock, Jared Monaco, Garrett Nickelsen e Pat Kirch da cidade Arizona localizada no sudoeste dos E.U.A., tem 8 anos de estrada e rock alternativo, contando com 8 EPs, 5 álbuns de estúdio e 2 álbuns ao vivo, inclusive um desses foram gravados no Brasil, acompanha para ver.

O nome The Maine surgiu a partir da música “Coast of Maine” da banda Ivory, que é uma das influências musicais da banda.

Tudo começou no tédio do ensino médio e a vontade de fazer música, os caras largaram a escola e foram realizar o sonho ao gravar seu primeiro EP intitulado “Stay Up, Get Down” lançado em Maio de 2007, que conseguiu visibilidade com a música “Count ‘Em One, Two, Three”, canção qual entraria posteriormente no primeiro álbum gravado em estúdio.

Segunda EP foi gravada e lançada em Dezembro de 2007 e recebeu o nome de “The Way We Talk” que continha músicas da primeira demo e cover da música “I Wanna Love You” de Akon, logo depois o grupo entrou em estúdio e gravou seu primeiro álbum. Enquanto isso, entre uma gravação e outra, os caras assistiam aulas online para conseguir se formar.

Can't-Stop-Won't-Stop

“Can’t Stop, Won’t Stop” foi o primeiro disco da banda, lançado em Julho de 2008.  O álbum foi gravado por Matt Squire que anteriormente tinha trabalhado com Boys Like Girls e Panic! at the Disco, o single de lançamento foi “Everything I Ask For”, mas a música que marcou foi “Into Your Arms” que ajudou ganhar os corações dos fãs e fixar a banda entre as bandas americanas queridas.

Em Dezembro de 2008, os caras lançaram EP especial de natal intitulada “…And A Happy New Year” que continha inéditas canções de natal e cover da música “Last Christmas” do Wham!

A banda lançou a versão Deluxe Edition do disco “Can’t Stop, Won’t Stop” em Julho de 2009 que continha remixes e versões acústicas das músicas presentes na primeira versão do álbum.

Em Dezembro de 2009 divulgaram a EP ao vivo “This Is Real Life” com a inédita música “Life Like This”.

Oh men, os caras não param né? Imagina o que eles fizeram nos próximos discos.

Black-And-White

Em Julho de 2010 eles largaram a Fearless Records, assinaram com a Warner Bros. Records e entraram em estúdio para gravar seu segundo álbum intitulado “Black & White”.

Também foi o ano que a banda literalmente deixou sua marca na cidade onde cresceram, eles desenharam a marca da banda em uma das paredes no centro de Arizona para arte da capa do disco.

As músicas “Right Girl” e “Inside of You” foram singles do álbum e ganharam versões acústicas na edição Deluxe do disco.

No mesmo ano eles lançaram duas EPs que foram “Daytrotter Session”, que trazia versões gravadas nos estúdios Daytrotter, e “In Darkness & In Light” que levava as músicas do filme que a banda gravou.

No início de Dezembro de 2011 o quinteto desembarcou no Brasil pela primeira vez, se apresentando apenas em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro.

Pioneer

No mesmo mês que apareceram no Brasil pela primeira vez, eles lançaram o terceiro álbum que se chamava “Pioneer” que marcava a saída da Warner e seu primeiro disco independente. A canção “Misery” ganhou destaque pelo seu dramático clipe e música que arrepiava os fãs.

Em Junho de 2012 voltaram aos estúdios Daytrotter gravando sua segunda EP Session, no mês seguinte voltaram para o Brasil para gravar o primeiro DVD Ao Vivo que se chamou “Anthem For A Dying Breed” e junto continha documentário sobre a banda, dirigido pelo Cesár Ovalle. Em Setembro do mesmo ano eles lançaram “Pioneer & Good Love” que continha músicas que não entraram no disco “Pioneer”.

Forever-Halloween

Após colher os bons frutos do disco Pioneer eles divulgaram o álbum “Forever Halloween” em Junho de 2013, que foi o segundo álbum independente lançado, e teve Streaming liberado de graça. Eles mostraram o quanto amadureceram e trouxeram seu lado mais melancólico nas músicas como é visível em “Sad Songs” e “These Four Words”, e lançaram o clipe para a música “Love & Drugs”.

Em Junho de 2014 divulgaram  a música “Ugly On the Inside” junto com a novidade da versão Deluxe de Forever Halloween que incluía 5 músicas inéditas.

An-Acoustic-Evening-With-The-Maine

Durante a turnê 8123 onde divulgavam o álbum “Forever Halloween” gravaram o DVD & Documentário “An Acoustic Evening With The Maine” que trazia a versão acústica de suas músicas, eles disponibilizaram o show no próprio site da banda.

Você pode conferir logo abaixo o show completo:

 

American-Candy

Recentemente eles divulgaram música e capa do novo disco “American Candy” que tem data prevista de lançamento para o dia 31 de Março, English Girl é o primeiro single e esteve durante o dia todo do lançamento nos trending tops do Twitter. E definitivamente fica na cabeça, não consigo parar de cantar o refrão dessa música.

Curtiu os caras? Então #ficaadica.
Escute um pouco do som dos caras:

 

 

 

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MD Entrevista: Gabriel Jardim

Dois mundos diferentes entram em conflito dentro de um elevador. Com essa premissa, Gabriel Jardim apresenta seu novo projeto. De Dentro Da Couraça traz dois personagens completamente distintos que, estando presos num mesmo espaço, terão que enfrentar a personalidade um do outro.

Este é o segundo trabalho de Gabriel Jardim pelo Catarse. Café, seu primeiro HQ, foi bem sucedido e financiado em 2014 com mais de duzentos apoiadores. Assim como em Café, neste novo quadrinho Gabriel traz uma história cotidiana, só que mais próxima do real. Conversamos com ele sobre este novo projeto e suas expectativas.

De Dentro Da Couraça, por Gabriel Jardim

De Dentro Da Couraça, por Gabriel Jardim

Por que o nome “De Dentro Da Couraça”?

Porque é onde acontece a história. O elevador como uma couraça, mas não só o elevador, eles também. É uma história de desabafos, eles são couraças que guardam seus pensamentos e frustrações.

Fale um pouco da história

É mais uma história de cotidiano. Nela, um cara está bebendo com os amigos num clima caloroso. Em contrapartida, uma bailarina que se mostra triste está se preparando para um espetáculo. Eis que os dois terminam por se encontrar no elevador e ficam presos nele. A partir de então, seus mundos diferentes entram em conflito.

O que lhe inspirou a escrever está história?

Alguns acontecimentos e reflexões que eu tive de verdade. Não vou aprofundar pra não dar spoiler, haha. Mas diferente de Café, que eu parei pra criar uma história do nada, essa saiu de dentro da minha couraça.

Página colorida em aquarela, por Gabriel Jardim

Página colorida em aquarela, por Gabriel Jardim

“Café” influenciou nesse novo trabalho?

Sim, porque foi a primeira experiência. Se eu evolui foi só porque comecei meu aprendizado com ele. E até tem alguns easter eggs dele no DDDC.

Quais são suas expectativas para este projeto?

Espero atingir mais pessoas e fazer com que elas se identifiquem ainda mais com essa história do que se identificaram com Café.

Fale sobre as recompensas para quem apoiar o projeto

As recompensas começam desde a versão PDF da HQ, até receber ela impressa autografada junto com cartões postais, sketches aquarelados, páginas originais e o nome creditado nos agradecimentos. Variam de acordo com o valor investido, lá tem tudo separado e explicadinho.

Deixe suas considerações finais

Convido todo mundo a conhecer o projeto e espalhar a palavra. Acredito que quem gostou do Café vai gostar ainda mais do DDDC. Um grande abraço a todos.

 

Ficou curioso? Então conheça mais sobre o projeto no site do Catarse. E você pode falar com Gabriel pelo email gabriel_jfs@hotmail.com.

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Mingjue Helen Chen: Big Hero 6

E aí, assistiu a Big Hero 6? Eu adorei e pesquisando um pouco sobre o filme descobri uma das artistas envolvidas nos concept arts do filme, Mingjue Helen Chen. O estilo dela é muito legal e as cores que ela usa são melhores ainda -foi o que mais me chamou atenção sobre o seu estilo; as cores são muito bem equilibradas, mas ela também usa cores fortes com bastante segurança e os resultados são incríveis. A artistas produz e planeja os ambientes das cenas, sempre se preocupando em dar uma personalidade àquele local de modo que só acrescente a história. Mas quem é ela? Bem, ela é Diretora de Arte da Paramount Animation, mas já trabalhou para Walt Disney, Jim Henson e Cinderbiter como visual development artist. Ela já fez parte da produção de Frankenweenie (Disney), de Detona Ralph (Disney) e daquele curta muito legal chamado Paperman (Disney), que são outras animações marcantes.

Mingjue Helen Chen Big Hero 6 midiadrops

Mingjue Helen Chen Big Hero 6 midiadrops

A arte dela, em geral, se constitui em um traço simples e cores mais sólidas, mas a sua composição prática é extremamente bem feita. Dá para ver que seus trabalhos têm algo de diferente e encantador, não é?  Apesar de trabalhar mais na parte do desenvolvimento do ambiente, ou seja, ela arquiteta as cenas em que os personagens estarão inseridos em geral; ela manda muito bem fazendo personagens divertidos e é o que faz ocasionalmente. Mingjue posta algumas artes que ela mesma faz para praticar e também se divertir, e de quebra ainda têm vídeos que mostram o desenvolvimento de suas ideias e a dinâmica de seu trabalho.

 

Mingjue Helen Chen midiadrops

Mingjue Helen Chen midiadrops

Mingjue Helen Chen midiadrops

Mingjue Helen Chen midiadrops

Mingjue Helen Chen midiadrops

Mingjue Helen Chen midiadrops

 

Quem quiser acompanhar suas criações é bem fácil, ela possui Blog, Twitter e Facebook.

Gostaram?

 

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Algumas bandas nacionais que merecem atenção no Lollapalooza!

Eae galera linda! Tudo bem? Então, chegou Março… vocês sabem o que significa né? É O MÊS DO LOLLAPALOOZA! (Okay, estou radiante com isso!)

Lolla-Pessoas

O Lollapalooza, para quem não conhece ou nunca escutou sobre, é um festival de música que surgiu em 1991 e ganhou força em 2003, o evento acontece todos os anos em vários países como Chicago, Chile, Argentina e nosso querido Brasil!

Nesse ano acontece nos dias 28 e 29 de Março na cidade de São Paulo! (Corre, que ainda tem ingresso a venda, só entrar no site do festival http://www.lollapaloozabr.com/) O line-up conta desde Jack White à Calvin Harris, mas também com uma abertura maior de bandas brasileiras, dando espaço para música nacional que talvez nem todos conheçam!

Por isso, vou listar algumas bandas nacionais que merecem uma atenção especial nesse Lolla!

1. Banda do Mar

banda do mar lollapalooza midiadrops

O trio Marcelo Camelo, Mallu Magalhães e Fred Ferreira continuam sua jornada de shows pelo Brasil e Portugal levando as canções do disco intitulado com o nome da banda. Vale a pena parar no palco skol, onde a banda irá se apresentar no Lolla no dia 28/03, e escutar os sons do grupo.

 

2. O Terno

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A banda paulista passa pelo palco axe no segundo dia do festival, mostrando as músicas do seu último disco lançado, que recebe o nome da banda como título, os caras gostam de fazer cover desde “The Beatles” à “Os Mutantes”, vale a pena!

3. Bula

Bula lollapalooza midiadrops

Bula, que lançou a pouco tempo seu primeiro disco intitulado com o nome da banda, é uma das bandas de rock que vão tocar no festival. Para quem não conhece ou nunca escutou falar, quando Chorão do Charlie Brown Jr. morreu os ex-membros formaram a banda que se chamava “A Banca” e tinha como líder o Champignon, ex-baixista do Charlie. Depois da morte também do Champignon os ex-membros formaram a banda “Bula”. Vale a pena conferir, eles tocam no dia 28/03 no palco Onix do Lollapalooza.

 

4. Baleia

Baleia lollapalooza midiadrops

A banda que vai abrir o Lollapalooza apresenta as músicas do seu disco “Quebra Azul”, o álbum está disponível gratuitamente no site do grupo em versão estúdio e ao vivo, vão tocar no palco skol!

5. Scalene

Scalene lollapalooza midiadrops

A banda Scalene acabou de lançar nova música em parceria com outra atração do festival, a banda Far from Alaska, será que vai rolar tocar ao vivo no festival? Eles tocam no palco skol no segundo dia.

 

6. Mombojó

Mombojó lollapalooza midiadrops

Os Pernambucanos do Mombojó desembarcam em São Paulo levando o show do disco “Alexandre”, eles tocam no palco axe no segundo dia do festival.

7. Nem Liminha Ouviu

Nem liminha ouviu  lollapalooza midiadrops

Outra banda brasileira bem rock, os paulistas do “Nem Liminha Ouviu” tocam no palco axe no dia 28, se prepara que a conhecida “São Paulo” é certeza eles tocarem.

 

8. Far From Alaska

Far From Alaska lollapalooza midiadrops

A banda formada em Natal desembarca em São Paulo levando o show do seu mais novo cd “modeHuman”, você encontra o disco disponível para escutar gratuitamente no próprio site do grupo, e no soundcloud ainda encontra músicas antigas.

 

9. Boogarins

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Os Goianos da banda Boogarins passam pelo palco axe no primeiro dia do festival apresentando as canções do disco “As Plantas Que Curam”, para quem é fã desse estilo tem que passar por lá e prestigiar a banda.

 

Curtiram? Comentem quais bandas gostaram, e quais vão assistir seja pela televisão, internet ou no festival!

Lembrando que rola cobertura do festival na Multishow, você pode ficar ligado no twitter do canal para informações e tudo mais!

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Curte Raposas?

Há pessoas que curtem ver fotos de gatinhos e de cachorrinhos pela internet, mas… e de  raposas?  Um fotógrafo russo chamado Ivan Kislov pegou sua câmera e teve a ótima ideia de tirar fotos dessas criaturas adoráveis em sua terra natal. Nada mais do que justo dizer que vão derreter muitos corações por aí. As fotos foram tiradas nos limites entre a Rússia e o Alasca, na Península Chukchi e foi nesse local tão frio, que ele tirou fotografias muito bacanas de pequenas raposas e a relação entre elas.

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Pode-se ver que nas fotos ele capturou momentos de brincadeiras importantes para o amadurecimento dos filhotes e sua inevitável partida para o meio selvagem, além de momentos de relaxamento, em que parecem até gente se espreguiçando! Nas fotos elas verdadeiramente parecem crianças despreocupadas com qualquer outra coisa senão se divertirem com seus irmãos e descobrir a imensidão ao seu redor.

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Esse fotógrafo não se interessa só por raposas, claro. Mas o seu tema evidentemente mais explorado é a natureza desses locais inóspitos de seu país nativo, a Rússia. As fotos são focadas principalmente nos animais selvagens e o seu comportamento na natureza.  Ivan Kislov os trata como personagens, sempre enfatizando um olhar curioso, por exemplo. Para quem gosta de fotos naturais e de animais, vale a pena conferir o trabalho desse fotógrafo e também se possível acompanhar novos ensaios fotográficos futuros.

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Ivan Kislov – site, 500px.

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Fotos do seu Smartphone para a vida real

Num mundo onde tudo é virtual as coisas reais têm cada vez mais valor. Com essa ideia descobri um Site e um App muito interessantes que imprimem as fotos do seu celular.

O primeiro é o site Picattoo. Ele transforma suas fotos do Instagram naquelas tatuagens temporárias de chiclete! (Quem nunca?) O serviço funciona para todo lugar do mundo sem custo de envio e pra encomendar basta acessar o site, escolher 12 fotos diferentes da sua conta do Instagram e paga os US$ 14,99 pela cartela!

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E o App é o WhiteAlbum, que transforma seu celular em uma câmera fotográfica analógica, com um ‘filme’ de 24 poses e funciona como as câmeras de antigamente. Você tira a foto e só vai ver o resultado no papel quando as 24 fotos chegam na sua casa. O serviço funciona para qualquer país sem custo de envio e as 24 fotos custam US$ 20,00.

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Espero que aproveitem as dicas e mandem as fotos das suas fotos pra gente dar uma olhada ;)

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Consumo racional vs emocional: Eu quero aquela maçã!

Eu quero aquela maçã!

Faça uma promessa

Nunca mais tente enganar a si mesmo, ou aos outros, tentando justificar aquela sua compra cara de modo racional. Nem sempre consumimos as coisas porque elas são úteis ou realmente precisamos daquilo. Muitas vezes o que vai parar no carrinho de compras é um acessório facilmente substituível por outro muito mais barato.

Agora que nós estamos entendidos, vamos entender um pouco sobre os casos de consumo e quais são os fatores que mais influenciam na hora de fazer uma compra. Claro que existem muitas variáveis envolvidas, mas podemos dividi-las, incialmente, em dois grupos: Os racionais e os emocionais.

Necessidade vs Fetiche

A luta interminável entre o que nós precisamos e o que nós queremos (e o que podemos pagar), esse é o estopim da guerra entre os dois lados do nosso cérebro que acontece todo dia quando entramos em sites de compra ou passamos por uma lojinha de conveniências qualquer.

Não é à toa que essa guerra existe e ela não tem data pra acabar, na verdade o que acontece é muito simples: Nós somos atraídos por produtos que parecem mais peças de decoração do que objetos funcionais, parte do que somos é atraído por objetos bonitos, simétricos, modernos, rústicos, vintage, pop, clássicos e a lista vai longe, aqui o que muda é o gosto de cada um.

A necessidade

Tudo começa com uma necessidade básica como, por exemplo, a de fazer anotações. O que eu posso comprar para fazer anotações? Pode ser um caderno, um bloco de notas ou uma agenda. Basicamente qualquer pedaço de papel irá cumprir bem a função para o meu problema que é “anotar coisas”.

Cada um dos itens citados irá resolver isso com um grau de eficiência diferente e, até certo ponto, justificar essas diferenças é consumir de forma racional. Não adianta comprar um bloco de post-it para fazer anotações em reuniões de trabalho, é melhor que seja um pequeno bloco, que já deixa de ser funcional caso eu precise fazer rabiscos e desenhos, nesse caso um caderno sem pauta é bem mais interessante.

Então, basicamente, o consumo direcionado pela necessidade é puramente racional, estou apenas procurando resolver um problema com objetos simples que podem ser encontrados em qualquer papelaria (no caso deste exemplo).

O fetiche

Entretanto, às vezes o fator que motiva a compra de um produto não é só a necessidade, é o que aquele produto específico representa. Pode ser exclusividade, prestígio e até status. Então se usarmos o mesmo exemplo de antes, a necessidade for um objeto para fazer anotações e o perfil de consumo está pendendo para o lado emocional, então é provável que a escolha seja mais refinada e que o consumidor busque uma alternativa como um caderno Moleskine, um modelo de caderno similar ao usado entre o fim do século XIX e o começo do século XX por artistas como Pablo Picasso, jornalistas como Ernest Hemingway e poetas como Oscar Wilde.

Agora as coisas ficam bem mais claras e podemos perceber que o fator emocional de compra está diretamente relacionado ao que, falando em semiótica, chamamos de convencional simbólico daquele produto. É o que ele representa socialmente para as pessoas e, especialmente, como são vistos os indivíduos que usam estes objetos. E é aqui que a conversa muda, agora estamos falando de marcas e o que elas representam para pessoas que compram, pessoas que usam e pessoas que vêem outras pessoas usando.

Tudo isso vai depender de outra série de fatores emocionais e psicológicos dos quais não pretendo me aprofundar, mas de forma superficial: Marcas; essa conversa toda é sobre marcas. Se eu comprar um Porsche eu terei uma visão social de terceiros completamente diferente da que eu teria caso eu tivesse optado por comprar um Honda Civic e é por isso que eu optei por comprar um Porsche. Se eu comprei esse carro eu devo estar atrás dessa visão social diferenciada, mas vou dizer que, na verdade, meu dia a dia requer um carro de luxo mais potente e seguro… para andar a 20km/h no trânsito da cidade grande.

Por isso não precisamos mentir quando compramos algo pensando mais em estilo, status e “marcas”. É porque fica óbvio e até difícil se defender, ninguém compra um carro de luxo de R$ 300.000,00 para andar na mesma velocidade de outros milhões de carro que são, pelo menos, 10 vezes mais baratos (e talvez mais econômicos em muitos aspectos).

Não existe 8 ou 80

Se ainda não ficou claro, esse será o parágrafo do esclarecimento e iluminação para que sua alma descanse em paz essa noite: Nenhum dos tipos de consumo é errado ou fútil, eles são apenas diferentes. Não tem nenhum problema consumir um produto só porque gostamos dele, quem conhece a loja imaginarium e é fã de artigos criativos provavelmente já saiu com uma sacola de R$ 500,00 e não usou a maioria das coisas mais de uma vez na vida.

Para fechar este artigo deixando um gostinho de quero mais para os curiosos, aconselho que leiam o livro Emotional Design: Why we love or hate everyday things — Donald Norman

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Especial Covers Live Lounge da BBC Radio One

Live-Lounge

Hoje vamos te ajudar a aguentar essa dura rotina com lindíssimos covers de bandas que amamos! Listamos para vocês os especiais do Live Lounge da BBC Radio One Americana. Confere e depois comenta de qual gostou mais! =)

1. Kasabian – Fancy (Iggy Azalea)

 

2. Kodaline – Sing (Ed Sheeran)

 

3. Arctic Monkeys – Hold On, We’re Going Home (Drake)

 

4. Rita Ora – What Makes You Beautiful (One Direction)

 

5. Jessie J – I Knew You Were Trouble (Taylor Swift)

 

6. Ed Sheeran – Stay With Me (Sam Smith)

 

7. Fall Out Boy – Uptown Funk (Mark Ronsons)

 

8. Imagine Dragons – Blank Space (Taylor Swift)

 

9. Bastille – We Can’t Stop (Miley Cyrus)

 

10. Maroon 5 – Happy (Pharrell Williams)

 

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MD Entrevista: Jessé Luiz

Pulp Hazel e Cha-cha, de Jessé Luiz
Pulp Hazel e Cha-cha, de Jessé Luiz

Jessé Luiz é desenhista e ilustrador. Com seu estilo Cartoon, Jessé se expressa por meio de suas criações. Seu gosto pelo desenho começou na infância e nunca mais parou. Hoje ele possui mais de 200 obras produzidas e compartilhou com a gente suas experiências.

Autorretrato de Jessé Luiz

Autorretrato de Jessé Luiz

Você é natural de João Pessoa?

Jessé: Sou de “jampa” mesmo. Nasci aqui e espero não morrer aqui [risos]. Não que eu não ame essa cidade, é que quero conhecer o mundo.

Quando você começou a desenhar e por que?

Jessé: Bem, eu desenho desde que me conheço por gente. Pelo que me lembro eu desenhava antes de começar a ler e a escrever. Eu desenho porque acho que pra mim é a única forma de me expressar inteiramente. Não sou bom escritor, não entendo nada de música, mas me sinto confortável rabiscando alguma coisa no papel ou no PC.

Scott Pixel, de Jessé Luiz

Scott Pixel, de Jessé Luiz

Você se inspira em algum artista ou estilo?

Jessé: Claro, acho que todo artista se inspira em alguém. No meu caso a inspiração não serve apenas para formar meu estilo, mas para formar meu caráter. Existem pessoas que me ajudaram muito nessa área. Em questão de estilo eu me inspiro em desenhistas como Gustavo Duarte, Joe Madureira, Creaturebox, entre outros.

O Mago é Implacável, de Jessé Luiz

O Mago é Implacável, de Jessé Luiz

Como você descreve seu estilo?

Jessé: Muito louco! [risos] Meu estilo é o que pode ser chamado de Cartoon, (levando em consideração a divisão Cartoon, Comics e Mangá). Apesar de ser Cartoon, eu não tenho muita influência das grandes empresas que utilizam esse estilo, Disney e DreamWorks, porque me identifico mais com desenhos e anatomias de monstros e criaturas grotescas, mas as vezes eu faço desenhos fofinhos.

Monster, de Jessé Luiz

Monster, de Jessé Luiz

Das suas criações, qual você mais gosta?

Jessé: É difícil dizer. Eu aprendi que seu melhor desenho é aquele que você ainda não fez. Mas eu gosto muito das minhas ilustrações do universo de Sandman de Niel Gaiman.

Morte (à esquerda) e Destino (à direita), de Jessé Luiz.

Morte (à esquerda) e Destino (à direita), de Jessé Luiz.

Você já foi contratado para fazer ilustrações?

Jessé: Já. Geralmente são encomendas pessoais, quadros, estampas para camisa etc., mas recentemente fui convidado para um projeto de quadrinho independente muito legal chamado Devaneios. Minha primeira participação em um quadrinho, apesar de já ter feito algumas tirinhas.

Você prefere desenhar em papel ou no digital?

Jessé: O desenho analógico tem a magia da textura do papel, de se sujar de tinta ou nanquim, mas acho que o desenho digital tem a vantagem de rapidez na produção, e para o artista é mais barato. Mas não acho que o desenho analógico irá morrer. O mercado é grande e tem espaço para tudo e todos.

Mario, de Jessé Luiz

Mario, de Jessé Luiz

Quanto tempo em média você leva para concluir uma ilustração?

Jessé: Em média de 3h a 5 horas. Estou tentando diminuir esse tempo. Mas no geral, em dia de semana, por conta das obrigações da faculdade, eu faço mais speed painting, ou seja, ilustrações de 30 minutos a 1 hora.

I am Groot, de Jessé Luiz

I am Groot, de Jessé Luiz

O que você acha do mercado para ilustração?

Jessé: Acho que está fervilhando de oportunidades, desde criações de mascotes para empresas à ser desenhista de um título grande da Marvel. Tudo só depende de você. Se você tem o sonho de ser desenhista você tem que correr atrás, estudando, treinado, sempre se aprimorando, porque o mercado tem oportunidades, mas é um mercado competitivo. Se você não se preparar par ser o melhor, as portas se fecham para você. Existem “facilidades” para seu primeiro trabalho publicado. A regra de ouro do mercado hoje é “se lançar”. Hoje em dia você tem estúdios que ensinam e ao mesmo tempo são agências, ajudando em seu primeiro Job. E ainda temos o Crowdfunding, como o Catarse, que lhe ajuda na sua produção independente.

Pulp Hazel e Cha-cha, de Jessé Luiz

Pulp Hazel e Cha-cha, de Jessé Luiz

Você já colocou um projeto seu no Cartase?

Jessé: Não, mas é meta pra esse ano de 2015. Mas já estou envolvido em um projeto coletivo, como já falei acima, se chama Devaneios e é um projeto super bacana que conta com muitos desenhistas bons, e eu no meio.

Você pode falar um pouco mais sobre o Devaneios?

Jessé: Claro, Devaneios é uma HQ escrita por Jefferson Pereira e ilustrada por mais de 30 artistas, cada desenhista desenha uma página com total liberdade artística. São 6 histórias no total, as histórias são devaneios, quase um sonho acordado, os roteiros tão lindos. Vale o apoio para que esse projeto se torne realidade.

Ramona, de Jessé Luiz

Ramona, de Jessé Luiz

Você tem alguma consideração final?

Jessé: Tenho. Quero agradecer por essa oportunidade de poder falar um pouco sobre o que gosto de fazer. E quero pedir do fundo do meu coração que os pais que estiverem lendo essa entrevista apoiem os sonhos de seu filhos, seja o sonho dele ser desenhista, musico, tanto faz. Eu falo isso porque no início das minhas descobertas nesse mundo ilustrado, eu vi que dava pra viver fazendo o que mais gosto, mas meus pais vieram com um balde água fria: “isso não dá dinheiro… você vai morrer de fome… isso não é profissão, vá fazer um concurso público…”. Não façam isso com seus filhos. E filhos, não deixem que nada fiquem no caminho do seus sonhos.

 

Se você quer conhecer outros trabalhos de Jessé Luiz ou bater um papo sobre ilustração, visite sua página no Facebook. Ou entre em contato pelo email: jesseluiz88[at]gmail.com

 

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A arte Pop Surrealista de Peca

Peca é uma artista plástica nascida na argentina que atualmente vive em Barcelona há mais de dez anos. Graduada na Universidade de Finas Artes, da cidade de La Plata, a UNLP, é pintora, ilustradora e anima seus próprios filmes. Ela mesma afirma que nasceu artista e seu amor manifestou-se desde sua infância, junto com sua habilidade. Ser artista foi algo natural, assim como andar ou falar.

Peca com seus quadros.

Peca com seus quadros.

O movimento Pop Surrealista surgiu recentemente trazendo consigo a alma dos quadrinhos, do mundo das ruas, traços do Surrealismo clássico de artistas como Dalí e Magritte, o toque de ícones populares e os costumes desenfreados da sociedade moderna. Suas expressões são marcadas por um senso de humor peculiar, forte variação de cores e desenhos com um aspecto meio infantil – características que trazem esses novos artistas.

Em postagens no seu blog pessoal, Peca afirma que sua arte é uma forma de chegar dentro dela, a liberdade de poder criar sem paredes ou fronteiras é um prazer inexplicável, cada criação é diferente, é como se elas tivessem alma. Quando fala de suas inspirações e referências, Peca fala um mix de estilos e artistas como Beatles, Frida Kahlo, Geronimus Bosch, Castaneda, Bradbury, Van Eyck, Ryden, Mono Cieza (seu marido), rock, budismo e mitologia associada com o cosmo.

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No facebook sua página é Peca Fine Art. As artes usadas no post estão no seu blog e no  seu pinterest.

 

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